"Fundação Municipal de Cultura" apresenta:




CHORO LIVRE - EDIÇÃO 2015



O choro toma conta de BH

4ª edição do Festival Choro Livre promove workshops e oficinas com músicos consagrados, rodas de choro no Mercado Distrital do Cruzeiro e exibição de curtas

Outubro não é o mês do choro, mas é a data escolhida para transformar BH em uma grande roda de choro. A programação da 4ª edição do Festival de Choro Livre começa dia 9, com workshop do consagrado Cristóvão Bastos. No sábado, 10, tem workshop com Eduardo Neves e apresentações no Mercado Distrital do Cruzeiro, às 15h, com os grupos Mico Estrela, Toca de Tatu e Banda de Coreto.

Na abertura, participam os convidados especiais Cristóvão Bastos, Eduardo Neves, Marcelo Jirane Zé Carlos, o Zé Chorão de BH. As oficinas e workshops serão realizadas na Casa Una.


Os músicos Hamilton de Holanda, Marcelo Chiaretti, Juliana Perdigão e Sílvio Carlos completam a escalação de chorões que participam do projeto em 2015. Os gruposAssanhado, Isto é nosso e H-Fieira se apresentam no encerramento do festival, no dia 31.

Idealizado pelo músico e compositor Dudu Nicácio e produzido por Karina Nicácio e Patrícia Rocha, o Festival de Choro Livre é um projeto que divulga e valoriza o gênero e artistas na capital. As rodas de choro acontecem em espaços públicos e acessíveis, como as feiras e mercados da cidade. Os eventos apresentam músicos mineiros e consagrados nomes do choro no país.

Na primeira edição, em 2008, o projeto contou com a participação do saudoso Paulo Moura no encerramento do festival. No ano de 2011, foi lançada a “Coletânea Choro Livre – Vol. 1”, com músicos que participaram da estreia. Já no último Festival Choro Livre, realizado em 2012, Pedro Paes, Paulo Sérgio Santos e Silvério Pontes foram alguns dos nomes que se apresentaram no projeto.


Programação Festival de Choro Livre

- Roda de choro – dia 10 de outubro, 15h – Mercado Distrital do Cruzeiro- Rua Ouro Fino, 452 - Cruzeiro

Mico Estrela
Toca de Tatu
Banda de Coreto
*Participações especiais: Cristóvão Bastos (RJ), Eduardo Neves (RJ), Marcelo Jiran (BH) e Zé Carlos (BH) -homenageado

- Roda de choro – dia 31 de outubro, 15h – Mercado Distrital do Cruzeiro - Rua Ouro Fino, 452 - Cruzeiro

Assanhado
Isto é nosso
H-Fieira
*Participações especiais: Hamilton de Holanda (DF), Marcelo Chiaretti (BH), Juliana Perdigão (BH) e Sílvio Carlos (BH) – homenageado

- Workshops

Cristóvão Bastos – 9 de outubro, às 19h
Eduardo Neves – 10 de outubro, às 10h
Hamilton de Holanda – 31 de outubro, às 13h

- Oficinas

Marcelo Chiaretti – 29 de outubro, às 15h
Lúcia Campos – 29 de outubro, às 17h30
As oficinas e workshops acontecem na Casa Una (Rua Aimorés, 1451, Funcionários)

Mostra de filmes “Curta Choro” – 30 de outubro, às 18h

Conheça mais sobre os músicos participantes:

- Grupo Mico Estrela
Formado há quatro anos, o grupo realiza trabalho de pesquisa e divulgação de choros, maxixes, polcas e valsas. Seus integrantes interpretam composições consagradas, mas deixam espaço para os choros menos conhecidos e modernos. Com linguagem própria, o Mico Estrela tem um particular interesse pela improvisação. Atualmente, o grupo participa de festivais de choro em Belo Horizonte, com destaque para o projeto Pizindin – Choro no Palco do Conservatório UFMG, além de rodas de choro em bares tradicionais da capital, como Social, Odeon e Salomão. O Mico Estrela é formado por Luiz Pinheiro (flauta), Agostinho Paolucci (violão), Chico Bastos (flauta e cavaquinho) e Felipe Bastos (bateria) e participação Rubens Costa (pandeiro).

- Grupo Toca de Tatu
O Toca de Tatu é formado por Abel Borges (percussão), Lucas Ladeia (cavaquinho), Lucas Telles (violão 7 cordas) e Luísa Mitre (piano e acordeão). O grupo surgiu com a proposta de construir um trabalho de redescoberta e valorização da música brasileira, por meio de arranjos e composições próprias. A principal referência do quarteto é o choro, explorado com refinamento timbrístico, cuidado com os arranjos, e com influência da música de câmara de concerto e da brasilidade da música popular. Em 2013, lançou seu primeiro CD, “Meu amigo Radamés”. No ano seguinte, realizou sua primeira turnê internacional, com apoio do Programa Música Minas. O grupo se apresentou na Inglaterra, Holanda e França. Recentemente, o Toca de Tatu participou do Rencontres Internationales de la guitare, na França, e do Encontro e Festival de Choro de Paris, este último, pela segunda vez. Seus integrantes venceram o 2º Concurso Instrumental Estúdio 66 e foram premiados em segundo lugar no Festival de Choro Jorge Assad. Essa turma também foi selecionada para se apresentar na série Choro no Jardim, no 52º Festival Villa-Lobos, no Rio de Janeiro.

- Banda de Coreto
A Banda de Coreto é formada por músicos de diferentes cidades mineiras e radicados em Belo Horizonte. Os instrumentistas são ex-integrantes de corporações musicais, agremiações e bandas de escolas. O grupo segue a tradição da cultura de bandas de Minas Gerais, com instrumentos de metal (trompete, trombone, bombardino e tuba), de madeira (flautim, clarineta e saxofone) e com o swingado naipe de percussão. A banda se apresenta em projetos da capital, como o Quarta 12:30 – UFMG, Feira das Flores e Festival de Choro Livre. Atualmente, seus integrantes trabalham na edição e adaptação de partituras históricas do choro, encontradas em Diamantina.

- Assanhado

É um grupo que busca assimilar as demandas por transformação do choro, sem deixar de estabelecer um constante dialogo com a tradição do mesmo. Composto por André Milagres, Lucas Ladeia, Rodrigo Heringer e Bruno Vellozo, o conjunto surgiu com a proposta de experimentar a execução do repertório chorístico com uma formação não muito convencional, utilizando instrumentos como o baixo-acústico, a bateria e o vibrafone, além dos característicos violão de 7 cordas e cavaquinho. A partir de sua criação, no início de 2011, os integrantes passaram a pesquisar, arranjar e compor peças que combinassem com a instrumentação proposta. Desde então o grupo vem se apresentando nos principais projetos destinados à música instrumental em Belo Horizonte, como as séries Quarta Cultural e Pizindin Choro no Palco (Conservatório da UFMG), TerçaCurta! (SESC Palladium), Prata da Casa (Escola de Música da UFMG), Festa da Música e no Savassi Festival – Jazz and Lounge. Seus integrantes já se apresentaram em várias cidades do Brasil, tais como São Paulo, Belém, Curitiba e Rio de Janeiro e foram premiados em diversos concursos direcionados à música instrumental em Belo Horizonte, a exemplo do Jovem Músico BDMG, Jovem Instrumentista BDMG e Festival Choro Novo. O cenário efervescente e fértil pelo qual o choro atravessa em Belo Horizonte, despertou o interesse do Assanhado nas composições de artistas mineiros que com suas peculiaridades revelam imensa riqueza. No show o grupo interpreta choros mineiros que muitas vezes ainda são desconhecidos por parte do público. O resultado deste trabalho agradou tanto aos integrantes que resultou em um CD, com previsão para ser lançado em 2015.

- Isto é Nosso
“Oficializado” em julho de 2014, o Conjunto Isto é Nosso é formado por jovens músicos que se conheceram nas rodas de choro de Belo Horizonte há aproximadamente 5 anos atrás e que, desde então, vêm se apresentando com regularidade na capital mineira e cercanias, em rodas em choro, casas de música, Festivais de Choro e teatros. Destaca-se nos integrantes do Conjunto Isto é Nosso a paixão e a “defesa” do modo “Regional” de tocar Choro, onde violões de 7 e 6 cordas dialogam nos contrapontos, apoiados pelo ritmo do cavaquinho e pandeiro, todos oferecendo uma confortável “cama” para os solos do bandolim e da flauta, um jeito de executar o gênero que, muito embora extremamente belo e rico musicalmente, é bastante raro de se encontrar hoje em dia. E é justamente, por tocar dessa maneira, que o Conjunto vem pouco a pouco galgando reconhecimento dentre chorões e o público que admira o Choro, dentro e fora de Belo Horizonte. De se destacar, ainda, o repertório do grupo, formado, logicamente, pelos clássicos do Choro, mas não só por eles e sim também por obras um tanto quanto menos conhecidas, mas que são tão belas quanto os mencionados clássicos do gênero, o que vem sendo considerado um diferencial. O repertório conta, ainda, com Choros de autoria dos integrantes do Conjunto. Rendendo, portanto, tributo aos Mestres, o Conjunto pretende levar o Choro aprendido, ensaiado e tocado nas rodas da vida (salve o Bar do Salomão!), para os teatros e grandes palcos das Minas Gerais, do Brasil e - porque não? – do mundo. E tudoisso com muita honra, orgulho e prazer.
 Porque o Choro é brasileiro, porque Isto é Nosso”.

- H-Fieira
O grupo H-FIEIRA celebra todo o suingue e a sofisticação da música instrumental brasileira revivendo a ambientação musical das danças de salão, a gafieira. Maxixes, Sambas, Choros, Bolero, dentre outros; são alguns dos ritmos apresentados pelo grupo que tem em sua formação músico atuantes no cenário musical mineiro. Através de arranjos autorais e com instrumentação característica, H-FIEIRA apresenta repertório dançante e selecionado dentro do universo da música brasileira.

- Cristóvão Bastos
Compositor, pianista e arranjador, Cristóvão Bastos é respeitado e admirado no cenário as música brasileira. Gravou seu primeiro disco solo, “Avenida Brasil”, aos 30 anos de carreira. Estudou teoria musical e acordeom desde cedo, formando-se aos 13 anos. Possui parcerias ao lado de grandes nomes como Chico Buarque, com quem compôs “Todo Sentimento”, Paulo César Pinheiro, Aldir Blanc, Paulinho da Viola, Elton Medeiros e Abel Silva. Cristóvão Bastos já criou arranjos para discos e shows de Nana Caymmi, Edu Lobo, Gal Costa, além dos nomes anteriores. Em 1999, fez a direção musical e os arranjos do show e do disco duplo Gal Costa Canta Tom Jobim, gravado ao vivo.Em 1998, a cantora Clarisse Grova gravou “Novos Traços”, disco de músicas inéditas de Cristóvão e Aldir Blanc. Em quase 40 anos de carreira, Cristóvão recebeu diversos prêmios, entre eles o Sharp.

- Eduardo Neves
Tocou e gravou com importantes artistas da MPB, jazz, choro e samba. Participou de turnês em diversos festivais e clubes de jazz na Europa (Montreux, Victoria Gasteiz, JVC, Glasgow, Rome, Bradford, New Morning, Ronnie's Scotts) com o compositor e instrumentista Hermeto Pascoal e, também, com o percussionista Marcos Suzano, no Japão e no continente europeu. Gravou com Caetano Veloso, Ed Motta, Guinga e Zeca Pagodinho, com o qual tocou em Portugal e Angola, além de Nelson Sargento, com quem se apresentou na Suécia, Noruega, Dinamarca, Finlândia e Lituânia. Em 2003, retornou ao Japão como convidado especial do grupo Época de Ouro. Gravou duas edições da série “Casa de Samba” (Universal), com grandes nomes da música brasileira. Seu trabalho autoral encontra-se registrado em CDs de diversos grupos e artistas parceiros como Pagode Jazz Sardinha´s Club, Marcos Suzano, Rodrigo Lessa e no álbum "Novos Rumos", produzido pelo Instituto ItaúCultural.

- Marcelo Jiran
O maestro, pianista, multi-instrumentista, compositor, arranjador e regente Marcelo Jiran iniciou seus estudos musicais aos quatro anos de idade. O músico é reconhecido por sua habilidade de incorporar linguagens musicais e por tocar diversos instrumentos. Jiran toca frequentemente ao lado de Yamandu Costa e Carlos Walter, mas já subiu ao palco ao lado de Elza Soares, Beto Guedes, Tunai, Rogério Flausino, Toninho Horta, Orquestra de Câmara do SESI Minas, entre outros. No ano de 2011, foi diretor presidente do Clube do Choro de Belo Horizonte.

- Zé Carlos
Instrumentista autodidata, Zé Carlos teve seu primeiro contato com o cavaquinho aos 11 anos de idade, nas rodas de choro de São Luís, no Maranhão. Em Belo Horizonte, começou a sua carreira tocando com o instrumentista Bolão Sete Cordas. Foi fundador do tradicional grupo Diamantina em Serenata, do Clube do Choro de Belo Horizonte e da Associação Músico Cultural Canta Brasil, além de atuar no conjunto musical de Waldir Silva. Zé Carlos é referência para as novas gerações de instrumentistas do choro.